A Europa mudou as regras de entrada. Se você tem planos de estudar, morar ou apenas conhecer o continente, prepare-se para um processo diferente — e mais moderno.
Aquela sensação de chegar no aeroporto de Lisboa ou Roma e ouvir o clack do carimbo no passaporte ficou para trás. Desde 10 de abril de 2026, a Europa colocou em vigor o EES — Entry/Exit System — substituindo o tradicional carimbo por um registro totalmente digital.A mudança é grande, mas não precisa ser um bicho de sete cabeças.
O que é o EES e por que ele existe?
O Entry/Exit System é um mecanismo criado para substituir os carimbos manuais no passaporte por registros eletrônicos, modernizando e unificando o controle de fronteiras externas do espaço Schengen.Na prática, o objetivo da União Europeia é aumentar a segurança nas fronteiras, combatendo imigração irregular, uso de documentos falsos e permanências além do permitido.Os números já mostram que o sistema funciona: desde a fase de testes iniciada em outubro de 2025, mais de 24 mil pessoas já tiveram entrada negada com base em documentos inválidos ou justificativas insuficientes, e mais de 600 viajantes foram sinalizados como potenciais riscos de segurança.
Os brasileiros precisam passar pelo EES?
Sim. O EES vale para viajantes estrangeiros que entrarem em um dos 29 países do Espaço Schengen em estadias de curta duração de até 90 dias, e isso inclui brasileiros em viagens de lazer ou de negócios.Quem tem cidadania europeia está isento do processo. Reino Unido, Irlanda e Chipre ficam de fora da mudança — por lá, a imigração continua sendo feita com carimbo manual.
Como funciona na prática?
Na primeira viagem após o sistema entrar em vigor, o processo é assim:
Seu passaporte será escaneado em quiosques de autoatendimento ou balcões, serão coletadas suas fotos faciais e quatro impressões digitais, e serão registrados data, hora e local de entrada e saída. Seu passaporte não receberá mais carimbos — tudo será digitalizado.A boa notícia: nas próximas viagens, o sistema já vai te reconhecer pelo rosto — é só chegar, olhar para a câmera e pronto, bem mais rápido que antes.
Seus dados pessoais e biométricos ficam armazenados no EES por três anos e um dia após sua última saída.
Tem custo para o viajante?
Não. O novo sistema EES não terá custos para os viajantes — será apenas para coletar os dados e reforçar a segurança nas fronteiras europeias.
O que vem depois: o ETIAS
Além do EES, outra mudança já está no horizonte. O ETIAS — European Travel Information and Authorization System — será uma autorização eletrônica solicitada online antes da viagem, exigida para quem não precisa de visto para entrar na Europa, como os brasileiros, com previsão de entrada em vigor em 2026.O valor estimado é de 20 euros e a autorização vale por três anos.
Como se preparar?
Algumas dicas práticas antes de embarcar:
Certifique-se de que seu passaporte está válido por pelo menos seis meses, tenha em mãos documentos como passagem de volta, comprovante de hospedagem e seguro viagem, e chegue com antecedência no aeroporto, especialmente nos primeiros meses de implementação.Existe também um app oficial: a União Europeia lançou o aplicativo Travel to Europe, que permite o pré-registro de dados do passaporte e da biometria até 72 horas antes da chegada.Ele não substitui o controle presencial, mas agiliza o processo.
O que isso muda para quem quer fazer intercâmbio?
Para quem planeja estudar na Europa, a mudança é mínima do ponto de vista burocrático — o EES se aplica apenas a estadias de até 90 dias. Quem vai fazer intercâmbio de longa duração precisará de visto de estudante, como sempre. O que muda é que a entrada no país agora será mais rápida e rastreada digitalmente.
Se você está pensando em estudar fora, agora é a hora certa. A Europa está modernizando seus processos, e ter o suporte de uma agência especializada faz toda a diferença para não perder nenhum detalhe burocrático — do visto ao registro de chegada.
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